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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Com a crise, brasileiro come menos fora e deseja comprar roupa e sapato

 

61% pretendem gastar menos com supérfluos, aponta pesquisa do SPC.
Por outro lado, 72% desejam comprar vestuário e calçados no 2º semestre.

O brasileiro está cortando a alimentação fora de casa, os gastos com lazer e reduzindo o consumo de itens considerados supérfluos nas compras nos supermercados. Mas, ainda que a atual condição financeira esteja impactando diretamente o consumo, a maior parte da população demonstra manter a intenção de compra de roupa e sapato novos. É o que aponta pesquisa do SPC  Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) sobre o impacto da crise econômica no bolso dos brasileiros.
O levantamento mostra uma piora em relação às expectativas. Para 56% dos brasileiros, a situação da economia vai piorar nos próximos meses. Em março, o percentual de pessimistas era de 47%. Foram ouvidas 605 pessoas das 27 capitais brasileiras entre julho e julho.

Entre os que acreditam em um agravamento da crise no 2º semestre, 61,3% avaliam que a sua própria condição financeira piorou em relação ao ano passado, 47,7% pretendem deixar de consumir a fim de economizar e 44,7% garantem que farão menos compras parceladas.

Corte de gastos
 
A maior parte dos entrevistados (61%) acredita que gastará menos com produtos considerados supérfluos no segundo semestre de 2015 e, segundo a pesquisa, o setor de alimentação deverá ser o mais afetados: 47,7% têm a intenção de cortar os gastos com refeições fora de casa, sobretudo os consumidores pertencentes às classes C, D e E (55,7%).

As despesas com lazer também estão no topo das prioridades de corte de gastos: 43,1% pretendem diminuir gastos com cinema e 33,7% com bares e restaurantes. Outros cortes incluem itens de supermercado de menor necessidade, como iogurtes, congelados, carne, leite e bebidas (35,4%).



Desejos de consumo
 
Curiosamente, o corte de gastos não reduziu a disposição dos brasileiros de comprar uma roupa ou sapato novos no 2º semestre.

"Parte dos consumidores ainda possuem desejos de compra: 71,9% mencionam a intenção de adquirir vestuário e calçados e 38,1% mencionam a intenção de adquirir móveis, eletrodomésticos ou eletroeletrônicos, 40,8% afirmam pensar em comprar parcelado no cartão de crédito", destaca o relatório da pesquisa.

Já a compra de um móvel, eletrodoméstico ou eletroeletrônico está nos planos de 38%. E apenas 24,7% pretendem fazer uma viagem nacional.
Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, parte desta intenção de compra pode estar relacionado com as compras de Natal e pagamento do décimo terceiro salário.
“Isso faz com que, mesmo com a economia em crise, ele considere ter um dinheiro extra e usar para comprar produtos supérfluos e presentes”, explica.

Do G1

Dólar opera em alta e vai a R$ 3,50 pela primeira vez em 12 anos

 

Moeda tem quinto dia segundo de valorização.
Expectativa de alta de juros nos EUA contribui para alta do dólar. 

Depois de um início de negócios em baixa, o dólar retomou a trajetória dos quatro dias anteriores e opera em alta nesta quarta-feira (5), em meio ao cenário de turbulências políticas internas e crescentes expectativas de alta de juros nos Estados Unidos em setembro.

Por volta das 12h10, a moeda norte-americana subia 0,63%, a 3,4860 na venda. Mais cedo, no entanto, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,5009, maior patamar desde março de 2003.
"Para cada motivo que alguém encontra para vender (dólares), tem dez para comprar", disse à Reuters o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos nacional.
Os investidores continuavam preocupados com a possibilidade de novos golpes à credibilidade do país devido às turbulências políticas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou na véspera que a Casa deve votar na quinta-feira as contas de três ex-presidentes, abrindo caminho para eventual deliberação das contas da presidente Dilma Rousseff, ainda em análise no Tribunal de Contas da União (TCU). Um eventual parecer desfavorável do TCU pode dar força àqueles que defendem a abertura de um processo de impeachment.

No exterior, a perspectiva de alta de juros dos EUA no mês que vem contribuía para elevar o dólar em escala global. "Não há dúvida de que o Fed não vai demorar para aumentar juros. Agora, é a hora de o mercado fazer ajustes finos, aumentando ou diminuindo pouco a pouco a chance de (alta de juros em) setembro", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Na véspera, a moeda norte-americana terminou o dia a R$ 3,4642, em alta de 0,28%, totalizando quatro dias de ganhos e atingindo novamente o maior valor em 12 anos. No ano, o dólar acumula valorização de 30,30% sobre o real.

Mais tarde, o Banco Central brasileiro dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em setembro, com oferta de até 6 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.

Do G1

Afetado pela crise, comércio é o setor com o maior número de demissões em Alfenas


O cenário econômico do país tem provocado, inevitavelmente, a queda no consumo. E o resultado é o aumento do desemprego. Em Alfenas, o setor que mais afetado pelas demissões é o comércio. Foram mais de 1,5 mil demissões nos primeiros seis meses do ano.

De acordo com dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Emprego), banco de dados do Ministério do Trabalho, o comércio alfenense amargou, desde janeiro, 1.511 demissões contra 1.288 admissões. Essa diferença provocou um saldo negativo de 223 vagas desde janeiro até junho.


Nos próximos dias, o Ministério do Trabalho deve divulgar uma nova parcial, incluindo o mês de julho. E a perspectiva é que esse saldo negativo cresça ainda mais.


Em Alfenas, o comércio só perde para o setor de serviços em geração de emprego. Por isso, as vendas em baixa tem reflexo significativo no saldo de empregos da cidade.


Ao contrário do comércio, o setor de serviços fechou o primeiro semestre do ano com um saldo negativo de apenas seis vagas com carteira assinada. A significativa demissão em massa da empresa Cresça Brasil/Uol
, por exemplo, está enquadrada no setor de comércio com as vendas online – os funcionários são representados pelo Sindecom (Sindicato dos Empregados do Comércio de Varginha e Região).

Logo abaixo do comércio, a indústria foi o setor que mais impactou negativamente no saldo de empregos em Alfenas: 194 vagas formais a menos desde janeiro. Demissões e fechamento de empresas do setor de transformação
foram divulgadas pelo Alfenas Hoje no início de julho.

Apesar das demissões no comércio e na indústria, a agropecuária amorteceu o cenário negativo com a colheita de café, responsável por contratações temporárias no primeiro semestre
. O setor contratou 1.953 pessoas nos primeiros seis meses, acarretando num saldo positivo de 1.488 vagas com carteira assinada. O resultado, na economia local, foi de 1.023 vagas geradas de janeiro a junho.

Avaliação


Na avaliação do presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Alfenas), Francisco Rodrigues da Cunha Neto (Prof. Chico), a situação no comércio é resultado da crise econômica que o país atravessa e uma perspectiva de melhora depende da macroeconomia. Diz que, infelizmente, com a queda no faturamento e a necessidade de corte de despesas, os empresários acabam tendo a necessidade de enxugar a folha de pagamento.


Para o presidente da Acia, algumas datas comemorativas, onde normalmente há um aquecimento do setor (como Dia das Mães e dos Namorados), ficaram abaixo da expectativa. A perspectiva era que essas datas pudessem amenizar o impacto da crise, o que não aconteceu.


Por isso, a expectativa em relação ao Dia dos Pais não são tão animadoras. Segundo ele, os comerciantes estão se preparando com ofertas e estoques, mas numa realidade distante do que aconteceu em anos anteriores quando a economia estava aquecida.


A Acia, por exemplo, lançou uma campanha para estimular as vendas que antecedem o Dia dos Pais.
São sorteios e estímulo a decoração das lojas. Mas, apesar da estratégia, o presidente da entidade sabe que os consumidores estão menos propensos a gastar com presentes e os que podem presentear os pais tendem a estar “mais tímidos” num cenário de retração da economia.  

Por Alfenas Hoje 

Crise do Brasil preocupa vizinhos da América do Sul


A crise política e econômica brasileira tem sido acompanhada com preocupação pelos países da América do Sul. O grau de inquietude muda de acordo com a intensidade da relação de cada país da região com o Brasil, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Três motivos justificam a apreensão: a incerteza política; o fato de a Petrobras e empreiteiras investigadas na Lava Jato terem investimentos na região; e os possíveis efeitos da recessão econômica brasileira.

Maior economia regional, o Brasil costuma ser chamado pelos vizinhos de "gigante da América do Sul" - um gigante que tanto pode influenciar sua vizinhança por sua "saúde" ou "por seus problemas".
"Parece que estamos vendo o fim do ciclo" de influência do Brasil em países como Bolívia, Argentina e Venezuela, opinou o analista político e econômico boliviano Javier Gómez, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário (CEDLA, na sigla em espanhol), em La Paz.
Na Argentina, a maior preocupação atual é com a desvalorização do real, que poderia afetar a economia do país e o comércio bilateral, de acordo com economistas.

Ao mesmo tempo, analistas argentinos estão atentos aos fatos políticos, "como o risco de impeachment" e seu possível efeito nos investimentos internacionais.
Nos países com menor vinculo econômico e comercial com o Brasil, as preocupações são outras. No Chile, a expectativa é se a situação política chegará a comprometer a esperança de que o Brasil se aproximará da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Peru e México).

"(A presidente) Dilma enfraquecida afeta interna e externamente", disse o professor de Ciências Política Guillermo Holzmann, da Universidade de Valparaíso.
No Peru, na Colômbia e no Equador, as atenções se voltam sobretudo ao desenrolar das investigações da operação Lava Jato envolvendo as empreiteiras brasileiras com obras milionárias em seus territórios.
Confira as principais preocupações de nossos vizinhos.

Argentina

Em função dos fortes vínculos econômicos e comerciais com a Argentina, o Brasil tem sido citado nas conversas de políticos e empresários argentinos que temem que a crise política complique ainda mais o governo de Dilma Rousseff e que a desvalorização do real afete a economia vizinha.

]Nos últimos dias, a Lava Jato e os possíveis efeitos cambiais têm sido destaque na imprensa argentina.
"O Brasil preocupa muito. Primeiro pela recessão, porque um Brasil que retrocede afeta diretamente a Argentina", disse o economista Marcelo Elizondo, da consultoria econômica DNI, de Buenos Aires. Segundo ele, 50% das exportações industriais argentinas são enviadas ao Brasil e a retração econômica brasileira significa menos compras externas.

Além disso, a desvalorização do real torna os produtos argentinos mais caros ao mercado brasileiro.
"Em relação ao âmbito político, existe inquietude entre setores empresariais daqui porque o governo brasileiro realiza reformas econômicas que perdem vigor em função da crise política", disse.
Nos bastidores de alguns setores políticos e entre analistas comenta-se em Buenos Aires que, se a crise política brasileira continuar, pode "ter eco" na política da Argentina, que elege o sucessor de Cristina Kirchner em outubro.
"O próximo governo (argentino) não terá o poder que tem o de Cristina. E se o risco de impeachment de Dilma aumentar, poderá ter eco aqui", disse um dos analistas, pedindo anonimato. "Um Brasil fraco não é bom para a Argentina. Investidores que esperam o novo governo para investir, pensando em exportar ao Brasil a partir do ano que vem, podem acabar revendo seus planos, infelizmente."

Bolívia

A Bolívia tem percebido três efeitos econômicos ligados ao Brasil, segundo o analista político e econômico Javier Gómez, da CEDLA: "Retração nos investimentos da Petrobras no país, desvalorização do real (o que facilita as importações de produtos brasileiros já realizadas pelo país andino) e a queda no preço do gás exportado para o Brasil, em função do recuo do preço internacional do petróleo".


Porém, o que tem intrigado analistas bolivianos é a política brasileira. "Nos últimos anos, o Brasil foi um modelo (político, econômico e social) que influenciou outros países como a Bolívia, a Argentina e a Venezuela. Mas parece que estamos vendo o fim desse ciclo", disse Gómez.
Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência, em 2003, foram intensificadas as viagens presidenciais aos países da América do Sul – o que não ocorreu na gestão Dilma. Nas viagens de Lula, principalmente, foram anunciados diferentes acordos bilaterais e regionais e obras de empreiteiras brasileiras na região.
O período coincidiu ainda com a maior presença da Petrobras na região, incluindo na Bolívia.
"As coisas estão mudando. A Petrobras tem o direito de produzir 70% da produção do gás do país, mas, com os investimentos da empresa estancados, o país já busca outros parceiros", agregou Gómez.

Chile

No Chile, analistas entendem que o quadro atual da política e da economia brasileira preocupa não somente a América do Sul, mas "ao mundo", afirmou por e-mail o professor de Ciências Política da Universidade de Valparaíso, Guillermo Holzmann.
"O impacto (no Chile) do quadro atual brasileiro parece mínimo devido ao contexto (de recuo) na China e (crise) na Grécia, mas sem dúvida é um caso de preocupação mundial", afirmou.

Segundo ele, a principal preocupação no Chile hoje é que a situação no Brasil "afete os planos de incorporação (do país) na Aliança do Pacífico e aos investimentos ligados às exportações (brasileiras) através de portos chilenos para o Pacífico".
Outro analista chileno, Ricardo Israel, da Universidade Autônoma do Chile, foi mais direto ao dizer que o quadro atual mostra novamente o "Brasil como o eterno país do futuro".
"Quando parece que vai decolar como potência e chegar ao desenvolvimento, algo acontece. Normalmente uma ferida autoprovocada que o faz retroceder."

Peru, Equador e Colômbia

Empreiteiras brasileiras investigadas na Lava Jato têm diferentes projetos nesses três países. Os empreendimentos incluem obras de infraestrutura, irrigação e mineração, entre outros.

No Peru, muitos dos acordos foram assinados nos governos de Alejandro Toledo (2001-2006) e Alan García (presidente pela última vez entre 2006 e 2011).

Os dois planejariam ser candidatos à sucessão do atual presidente Ollanta Humala, em 2016, e especula-se que, dependendo do andar das investigações da Lava Jato no Brasil, a operação poderia "atingir a campanha presidencial" e operações anticorrupção semelhantes no Peru.

Especialista em Economia, o professor da Universidade de San Marco, Carlos Aquino, disse que em termos econômicos a crise brasileira não afetaria os peruanos. Quando perguntado sobre as empreiteiras disse que "até agora são especulações".
Na Colômbia, segundo o jornal El Tiempo, o governo estaria "ativando os controles" para evitar problemas nos contratos assinados com a Odebrecht. "O vice-presidente Germán Vargas Lleras disse que o estatuto anticorrupção prevê que qualquer condenação internacional em termos de subornos inabilitará uma empresa por 20 anos para contratos com o Estado", informou.

Paraguai e Uruguai

Nos dois menores países do Mercosul, a crise brasileira também tem sido destaque diário na imprensa e tema nas conversas de autoridades locais.
No entanto, no caso do Paraguai, o analista político e econômico Fernando Masi, do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia, disse que a percepção é que o Brasil vai sair "rápido" da crise por ter "poder político" e "instituições fortes". Ele admitiu, porém, que o Paraguai deverá crescer menos que o esperado neste ano, em função da recessão brasileira.

Venezuela

Por estar tão atolada em sua própria crise, a Venezuela tem olhado pouco para o que acontece no Brasil, segundo o analista venezuelano Luis Vicente León, da consultoria Datanalisis, de Caracas.
"São tantos problemas aqui que o Brasil tem surgido de forma muito paralela em algumas conversas, mas não é o que preocupa nesse momento", disse.
Segundo ele, além das incertezas no governo de Nicolás Maduro, existe preocupação com a queda no preço internacional do petróleo – essencial para o país.

"Lula foi muito próximo de Chávez e Dilma é muito cordial com Maduro, mas hoje Cuba tem maior influência aqui do que o Brasil", disse.
Segundo ele, porém, a oposição venezuelana poderia chegar a incluir os casos de corrupção envolvendo empreiteiras brasileiras na campanha para a eleição legislativa de dezembro.

Da BBC

Com Rio Grande do Sul em crise, governador pede paciência

 

Foi a primeira vez que José Ivo Sartori falou com a imprensa após governo parcelar salários dos funcionários. Na 2ª feira faltou escola, ônibus, e polícia. 

A terça-feira (4) começou mais tranquila para os gaúchos. Na segunda-feira (3) faltou escola, ônibus, não teve polícia nas ruas. À noite, representantes do governo, falaram sobre essa crise no estado.

Depois de três horas de reunião a portas fechadas com representantes da Justiça e do Legislativo, o governo gaúcho anunciou um comitê para analisar as finanças e criar medidas para enfrentar a crise financeira do estado.

É a primeira vez que o governador José Ivo Sartori do PMDB fala com a imprensa após o governo parcelar os salários dos funcionários do estado. Na sexta-feira passada quando o secretário da Fazendo fez o anúncio, Sartori se pronunciou apenas pelas redes sociais. Na noite desta segunda-feira (3), o governador pediu aos gaúchos: paciência.

“Ninguém de nós, especialmente eu, gostaria de anunciar parcelamento de salários, mas eu tenho certeza que em conjunto nós vamos construir uma realidade que mude a estrutura do Rio Grande do Sule crie as condições possíveis de valorização de todos os servidores que prestam serviço público de alta qualidade à nossa sociedade”, afirma José Ivo Sartori, governador do Rio Grande do Sul.

A segunda-feira (3) foi marcada por protestos em várias partes do estado. No dia da volta às aulas, muitos alunos encontraram as escolas fechadas. Os professores que aderiram à greve saíram em caminhada para protestar. Nos quartéis da PM, a adesão à greve foi parcial. Os policiais civis, que atenderam somente urgências durante a paralização, também pretendem diminuir o ritmo de trabalho como forma de protesto.

“Pode ir na delegacia, que vão ser atendidos. Mas nós estaremos já em uma operação padrão. Vai ser atendido dentro das condições que os policiais vão ter para atender aquela ocorrência”, afirma Isaac Ortiz, do Sindicato de Inspetores e Investigadores.

Neste mês, somente os salários até R$ 2.150 foram pagos integralmente. O governo alega que o estado fez tudo o que era possível para buscar recursos, mas que a queda na arrecadação e a dívida com a União não deixaram alternativas.

Por Bom dia Brasil

Bancários fazem abaixo-assinado contra possíveis demissões do Bradesco




Bancários da região iniciaram nesta semana abaixo-assinado cobrando a preservação dos empregos dos funcionários do Bradesco e do HSBC. A categoria pretende entregar o documento às empresas e ao Banco Central ainda neste mês. No Grande ABC, as duas instituições empregam cerca de 1.900 pessoas, divididas em quase 90 agências.

A coleta de assinaturas começou a ser feita nesta semana, depois que o Bradesco anunciou a compra da filial brasileira do HSBC por US$ 5,2 bilhões. O processo de transição entre os dois bancos deve ser concluído até a metade do ano que vem.


“Vamos estender esse abaixo-assinado também para os clientes. A ideia é pegar um número considerável de adesões para sensibilizar os bancos e o governo”, comenta o presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira.


Na tarde de ontem, sindicalistas estiveram reunidos com representantes dos dois bancos, que teriam garantido que a transação não acarretará demissões em massa. Independentemente da afirmação dos banqueiros, a categoria irá permanecer atenta, segundo Belmiro. “Nós faremos nossa parte, que é mobilizar os trabalhadores dos dois bancos para que não haja cortes.” Ainda não há previsão de manifestações sobre esse tema no Grande ABC.


Em todo o Brasil, as duas instituições financeiras têm aproximadamente 115,7 mil empregados diretos, 5.521 agências e 32 milhões de clientes.


Com a aquisição, os ativos totais do Bradesco passam de R$ 880,7 bilhões para R$ 1,068 trilhão, fazendo com que a empresa se aproxime do Itaú – que possui R$ 1,2 trilhão e lidera o ranking dos bancos privados no País.


A venda do HSBC Brasil foi anunciada oficialmente ao mercado em junho e faz parte da estratégia do banco de fortalecer a presença na Ásia. A instituição financeira iniciou a operação brasileira em 1997, após adquirir o Bamerindus. A empresa garante que continuará atendendo grandes clientes corporativos no Brasil.


Desde 2008, essa é a quarta grande transação no setor bancário nacional. De lá para cá, houve a fusão do Itaú com o Unibanco e a aquisição do ABN Amro Bank/Real pelo Santander e da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

Por Diário do Grande ABC

Governo teme acirramento da crise após prisão de José Dirceu

 

Auxiliares de Dilma temem que a investigação atinja o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem provas concretas

O governo avalia que a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu acirra mais os ânimos contra o PT e a presidente Dilma Rousseff e aumenta o clima de beligerância no País num momento crucial, em que ela precisa de apoio para enfrentar a pressão dos que querem o impeachment. Auxiliares de Dilma temem que a investigação atinja o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem provas concretas.
O assunto foi tratado em conversas reservadas entre ministros, na segunda-feira, antes da reunião de coordenação política. A ordem no Planalto é proteger Dilma do novo escândalo, que tem potencial para dar munição aos protestos marcados para o dia 16, em todo o país, contra o governo e a corrupção.

A prisão de Dirceu na 17ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de Pixuleco, também provocou preocupação na cúpula do PT. Dirigentes da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, de Lula e Dirceu, discutiram os desdobramentos da crise na segunda-feira, em Brasília, e nesta terça-feira haverá reunião da Executiva Nacional. Petistas receberam informações de que integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público estariam dizendo aos presos: "Se você entregar o Lula, sairá rapidinho."

Em nota, o presidente do PT, Rui Falcão, refutou as acusações de que o partido teria realizado operações financeiras ilegais ou participado do esquema de corrupção na Petrobras, conforme relato no acordo de delação premiada feito pelo lobista Milton Pascowitch. A nota não cita Dirceu. Pascowitch acusou o ex-ministro de comandar o desvio de recursos na estatal e disse ter entregue R$ 10,5 milhões na sede do PT, em São Paulo.

Planalto teme consequências de novas delações
A investigação da PF joga novamente os holofotes sobre o PT, dez anos depois do escândalo do mensalão. Agora, o receio do Planalto e do partido é de que novas delações compliquem mais o cenário político. Dirceu foi homem forte do PT e do governo Lula e ainda tem influência sobre a legenda.
— A Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro não deixam a gente entrar na agenda positiva — disse um ministro.

Na semana passada, o governo achava que o reinício dos trabalhos do Congresso seria difícil, principalmente por causa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que rompeu com Dilma e tem o nome envolvido na Lava-Jato. Assessores da presidente acreditavam, porém, que a denúncia contra Cunha - acusado pelo lobista Júlio Camargo de cobrar propina de US$ 5 milhões — poderia desviar o foco da pressão sobre Dilma.
Agora, o diagnóstico é de que tudo vai piorar. Amigos de Dirceu disseram que ele esperava a prisão e, por isso, está "tranquilo". Apesar de magoado com Dilma e com Lula, sob alegação de que não o teriam defendido, o ex-ministro não pretende apontar o dedo para ninguém.

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse que o esforço do governo é evitar que os problemas na política contaminem a economia.

— A gente dorme e acorda com uma notícia dessas. Do ponto de vista do ambiente de negócios, essa é a preocupação, porque precisamos ter estabilidade. As investigações seguem e o País também segue, com suas empresas e a economia funcionando.

Irritado com acusações da oposição, que tentaram associar Dirceu a Lula e Dilma, o senador Jorge Viana (PT-AC) partiu para o ataque: — A oposição está num papel muito apequenado e não aguenta nem meia Lava Jato — reagiu — Por que se apura a ação de algumas figuras e de alguns partidos e não se apura de outros? É um jogo de cartas marcadas?

Fonte: Zero Hora